Não, os sapatos masculinos não são todos iguais. Pra você nunca mais errar na escolha, vamos te explicar cada modelo e como usá-la.

 

Oxford

Fonte: google

O que define um oxford são os furos para o cadarço no corpo do calçado. Acredita-se que o modelo foi inventado na Irlanda ou na Escócia, mas foi na Universidade de Oxford, na Inglaterra, que se popularizou entre os estudantes no início do século 19.

Há muitas variações e é um modelo que está SEMPRE na moda. Classificamos como must have o modelo básico, preto. Fica ótimo para usar com terno, além de cair muito bem em produções mais urbanas e modernas, com jeans ajustado e jaqueta de couro, por exemplo.

 

Derby

Fonte: democrata.com.br

É bem parecido com o oxford, mas nele os furos são feitos numa aba costurada ao corpo do calçado. Surgiu durante as Guerras Napoleônicas, quando um general prússio inventou um calçado que permitisse maior agilidade de seus soldados: a bota blucher (ou blutcher). O derby é a sua versão de cano curto, que popularizou-se entre esportistas e caçadores.

 

É considerado mais casual que o oxford, mas ainda funciona bem com alfaiataria. Entretanto, reserve os modelos de camurça para combinações casuais.

 

Monk Strap

Fonte: parisiangentleman.co.uk

Modelo que ganhou o status de fashion, foi criado por volta do século 15, quando os monges europeus trocaram suas sandálias por sapatos fechados com fivela, protegendo melhor os pés.

O modelo com duas fivelas, como o da foto, é chamado double monk strap. É um sapato social, mas pode ser usado em eventos formais e informais.

 

Mocassim

fonte: pinterest.com

O mocassim é invenção dos índios norte-americanos e é facilmente identificado por ser fechado (sem necessidade de cadarço) e pela costura alta na lateral. É um sapato casual e confortável, combinando bem com bermudas e jeans. Use-o preferencialmente sem meias.

 

Loafer

Fonte: ferragamo.com

 

Sua origem é incerta. Há quem diga que era usado dentro dos aposentos domésticos pelos nobres ingleses, e há quem diga que foi criado por um norueguês, inspirado pelo mocassim dos índios norte-americanos.

 

Parece mesmo o mocassim, mas o loafer possui um salto baixo e a sola é separada do corpo do calçado. Também é um modelo casual e seu uso não difere do modelo anterior.

 

Driver

Fonte: bluemaize.net

Também chamado de mocassim driver, é o modelo que possui a sola de pinos, ou gomos, colocados diretamente no corpo do calçado.

 

Dockside / Top Side / Boat Shoe

Fonte: sebago.com

Primeiro vamos explicar os nomes: Docksides e Top Sides são nomes diferentes para os Boat Shoes. A diferença é que  o top side foi criado por um velejador, para ganhar maior aderência ao chão enquanto estava em seu barco. O sapato cumpriu tão bem seu objetivo que, em 1935, ele fundou a marca Sperry e seus calçados feitos em lona rapidamente popularizaram-se entre os marinheiros. Já o Dockside foi lançado pela Sebago na década de 1970. A marca reproduziu os calçados produzidos pela Sperry, porém, prometendo maior qualidade. Na década seguinte os calçados feitos em couro pela Sebago tornaram-se tendência mundial.

 

Os boat shoes são calçados perfeitos para os dias quente e eventos informais, especialmente os diurnos. Outra dica: vai muito bem com bermudas!

 

Bônus: entendendo o Brogue

Fonte: hespokestyle.com

Brogue não é exatamente um modelo, é um detalhe: os furinhos decorativos.

 

Acredita-se que a ideia surgiu na Irlanda, dentre os operários que furavam os calçados para que a água escoasse deles mais rapidamente quando faziam serviços externos.

 

Modelos com “furinhos” podem ser usados tanto com jeanswear quanto com terno e gravata.

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